A Rede Social (Filme) e suas e lições sobre empreendedorismo na era digital

O filme “A Rede Social” (The Social Network em inglês), destaque do Globo de Ouro 2011, além de contar a polêmica história dos bastidores da fundação do Facebook e contribuir fortemente para uma maior popularização da marca, também nos mostrou algumas pequenas lições sobre empreendedorismo na era digital.

Os personagens do filme, na minha opinião, apresentam-se como os atores (empreendedores) fundamentais para que uma boa idéia possa vir a se transformar em um negócio (rentável).

Mark Zuckberg como o técnico especialista e dono da idéia inicial, Eduardo Saverim como o vendedor (visionário de negócios, sócio e amigo), os irmãos Winklevoss como especuladores intemediários e *Sean Parker (co-fundador do Napster) como o ** investidor anjo.

* O filme mostra Sean Parker como um intermediário oportunista, porém foi ele quem apresentou Zuckberg e o Facebook a grandes investidores.

** No mundo dos negócios investidores anjos são grupos de investidores  que aplicam capital em empresas iniciantes, com negócios inovadores, potencial de crescimento e lucro.

A idéia inicial

Todo negócio começa com uma idéia. Neste caso parte de Zuckberg, que pede ajuda a seu amigo Eduardo para criar um rápido sistema onde as pessoas possam votar na garota mais bela do campus de Harvard. Consegue isso graças ao algoritmo de Eduardo, que tinha desenvolvido durante um trabalho escolar.

O aperfeiçoamento da idéia e  surgimento dos primeiros especuladores

Após Zuckberg lançar seu site que fazia comparações entre as meninas do campus  (sucesso total que chegou a derrubar o servidor do campus devido ao enorme número de acessos) os bem relacionados e abastardos imãos Winklevoss (gêmeos) percebem o potencial do garoto e vão atrás de Zuckberg com intuito de contratá-lo  para criar uma rede de relacionamentos exclusivas  entre os alunos de Harvard. Acrescentam algumas  idéias à  idéia  inicial de Mark e pedem para começar a desenvolvê-la.

O visionário da idéia como um negócio

Após presenciar o sucesso da idéia inicial de Zuckberg, que foi viabilizada graças ao seu algoritmo, e saber das idéias dos irmão Winklevoss,  Eduardo percebe o grande negócio que poderia vir a se transformar esta rede de relacionamentos, e começa a empreitada junto de Zuckberg, procurando pessoas para trabalhar junto deles e  realizando contato com outras universidades e investidores para levantar recursos para o projeto.

O investidor anjo

Sean Parker co-fundador do Napster, acaba tendo contato com a rede de relacionamentos exclusiva de Harvard (grande sucesso entre os estudantes do campus), e fica impressionado com o potencial que isso teria como negócio.  A mesma visão que Eduardo, porém Sean Parker já possuía experências  como homem de negócios e boa articulação com grandes investidores devido ao sucesso do Napster. E graças a isso consegue apresentar a idéia do Facebook à grandes investidores no vale do Silício.

Os personagens no filme não tem os papeis tão definidos assim, porém ao meu ver, podemos encontrar todo o processo de criação de um empreendimento moderno durante o desenrolar do filme. Vale a pena assistir!

Resumindo :

O filme a todo momento mostra o jovem Zuckberg por trás dos códigos, dando a idéia de principal empreendedor do Facebook. Motivo este que o leva numa briga na justiça com alguns personagens do filme.

Zuckberg despreza o trabalho coletivo dos demais. O que seria dele sem Eduardo, Sean Parker, os investidores  e até mesmo os irmãos Winklevoss? Ao meu ver não chegaria tão  longe. Estaria fadado a permanecer como qualquer outra boa idéia que não conhecemos. Essa é a grande trama do flme.

Quando o assunto é tecnologia da informação é muito comum darmos maior importância aos técnicos, neste caso aos programadores. Não quero desprezá-los, de forma alguma. Mas basta uma maior observação que encontraremos muitos empreendedores da área tecnológica que não manjam nada de programação, porém possuem uma boa idéia aliada a visão de negócios.

The Social Network”  (A Rede Social em tradução livre)  foi baseado no livro “The accidental billionaires: the founding of Facebook, a tale of sex, money, genius and betrayal” (“Os bilionários acidentais: a fundação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição”), de Ben Mezrich.

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